Fui expulsa da Igreja?
Discutir religião?
Não, esse não
é o meu intuito, quero somente contar um pouco sobre minhas experiências e convicções.
Na minha família eu
tive sempre a influência religiosa Católica (família materna) e evangélica (família
paterna) e todo sincretismo religioso presente em nossa cultura baiana. Por
toda essa questão cultural que nos obriga a ter que seguir uma religião, para
se sentir ligado a Deus ou a alguma entidade de poder maior, eu também entendia
que deveria seguir alguma religião e quando eu comecei a poder decidir algumas
coisas sobre minha vida, eu acabei optando pelo catolicismo, apesar de algumas
coisas não condizerem com o que eu acreditava, era a religião com a qual eu
mais me identificava. E eu era como uma pequena beata, me batizei, crismei e ia às
missas e participava de todos os festejos e projetos da minha comunidade.
O Rompimento
Como eu disse
anteriormente, eu havia escolhido a igreja católica, por ser o lugar onde as crenças
mais se aproximavam às minhas, não que o catolicismo fosse “a parte que me faltava”,
mas era a parte que mais se encaixava na fissura da minha existência.
Na real, eu conheço,
li e leio os textos bíblicos, mas muitas coisas do seu conteúdo, eu considero
um pouco fantasioso demais, não estou eu desmerecendo a Bíblia e seu valor, mas
é minha interpretação desse livro sagrado e o respeito assim como respeito o alcorão
e os todos os símbolos religiosos existentes. Um ponto qual eu, talvez até por ignorância, não consigo assimilar é a ressureição, pois eu penso, que seja mais provável a reencarnação.
Um belo dia, como todos
os domingos, lá estava eu bem cedo na igreja, ajudando a preparar para a missa
e a mesma começou. E como não poderia ser outro jeito, o tema foi a ressureição,
o padre ia e vinha na sua leitura e explicação e foi quando ele disse que quem não
acreditava em ressureição não era católico de verdade, então eu que lá estava
aos meus completos 13 anos de idade, em minha plenitude e dona de toda minha
verdade e confesso que com toda minha arrogância de adolescente, me levantei,
fiz o sinal da cruz em respeito a Deus e sai, sai e sem olhar para trás e nunca
mais voltei à igreja católica.
Meus sentimentos
Não tenho ressentimentos,
mas acho que algumas palavras usadas por alguns líderes religiosos poderiam ser
poupadas, o que faria com que existisse menos situações de constrangimento no
meio religioso. Muitas pessoas buscam a religião como refúgio e esse tipo
de atitudes podem ser cruciais na vida dessas pessoas. Reconheço que pelo fato
de algumas pessoas terem a necessidade de algo material, que os levem a
desenvolver a crença em Deus, as igrejas desempenhem um papel fundamental para essas
pessoas.
Minha atual religião, o
Deísmo?
Depois que eu descobri, que a igreja católica não era minha segunda casa, eu li muito sobre religião e
como de início, ainda não encontrei o que seria "a parte que me falta", talvez eu
até tenha encontrado a fatia da pizza, sim, talvez a tenha encontrado, mas
nunca a parte que completasse 100%. E assim, como o O da história, eu segui buscando por muito tempo, até descobrir que essa era uma busca que me foi passada
de forma cultural e que na verdade eu já a tinha, parte já estava em mim, eu já
era completa, pois a tal fatia, que eu achava que me completaria era a minha fé
em Deus e ela já era em mim, Deus já estava em mim. Hoje, Deus é como se fosse minha
religião, creio nele acima de tudo e tendo atitudes, as quais eu acredito que
me façam evoluir como pessoa e que talvez possa até influenciar a no processo
evolutivo de outras pessoas.
Essa foi minha experiencia com a religião
e você segue alguma religião ou desistiu como eu? Me conte sua estória aqui,
nos comentários.



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